01/12/2009 - Pesquisa Akatu-UNEP revela avanços na percepção dos jovens brasileiros sobre sustentabilidade
Jovens precisam de mais informações sobre o que fazer para adotar hábitos de vida mais sustentáveis
Os jovens brasileiros estão dispostos a receber mais informações sobre sustentabilidade e propensos a adotar hábitos de vida mais sustentáveis. Mas, apesar do avanço nos últimos anos na conscientização e na adoção de atitudes para a preservação ambiental, ainda há muito espaço para divulgação, conscientização e ação dos jovens. “Quando mostramos ao jovem o que ele pode fazer no seu cotidiano, apontando os benefícios econômicos e os impactos na preservação ambiental daquelas ações, a probabilidade de ele mudar de comportamento é alta”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
Essas são algumas das principais conclusões da pesquisa Estilos Sustentáveis de Vida – Resultados de uma pesquisa com jovens brasileiros. Aplicada no Brasil pelo Instituto Akatu em parceria com o Ipsos Public Affairs, a pesquisa mapeia a maneira como os jovens percebem, imaginam e compartilham as práticas sustentáveis, além de buscar identificar como incorporar práticas sustentáveis ao estilo de vida deste público.
Clique aqui para ler a pesquisa na íntegra.
A pesquisa faz parte do mapeamento mundial Global Survey on Sustainable Lifestyles, coordenado pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) por meio de seu escritório central em Paris (UNEP — United Nations Environment Programme). O material está sendo desenvolvido no contexto do Processo de Marrakesh, que engloba um esforço intergovernamental global, coordenado pelo PNUMA/UNEP para articular iniciativas locais e regionais de promoção da produção e do consumo sustentáveis.
Em cada um dos países em que o estudo foi desenvolvido, a UNEP escolheu uma entidade parceira, que foi responsável pela aplicação local dos questionários definidos de forma única para a pesquisa global. No Brasil, o Instituto Akatu foi convidado para liderar o estudo, cujo campo foi realizado em abril de 2009. Ao todo, foram entrevistados 1000 jovens de 18 a 35 anos nas nove principais regiões metropolitanas do país e no Distrito Federal.
Combater a violência e erradicar a pobreza são prioridades
Temas políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais foram apresentados aos jovens, que deveriam indicar os mais importantes em sua opinião. Os resultados revelaram que os jovens dão prioridade a “combater o crime, combater conflitos” (32%), “reduzir e erradicar a pobreza, reduzir a diferença entre ricos e pobres” (27%), “melhorar condições econômicas” (18%) e “combater a degradação ambiental e a poluição” (11%).
Se contextualizados apenas os desafios sociais, os mais citados pelos jovens foram “reduzir a poluição (ar, água, solo)” (72%); “melhorar a saúde da população” (72%); “reduzir o desemprego” (70%), “diminuir a diferença entre ricos e pobres” (61%), “reduzir o trabalho infantil” (61%) e “as mudanças climáticas” (61%). Este último item apresentou significativo aumento se comparado ao índice aferido em pesquisa semelhante — Os jovens e o consumo sustentável — realizada pelo Instituto Akatu e pela UNESCO-UNEP em 2001. Naquele ano, apenas 24% dos jovens disseram preocupar-se com as mudanças climáticas. A preocupação com a redução da poluição no ar, na água e no solo cresceu de 60% em 2001 para 72% este ano.
Em um recorte específico sobre as alterações climáticas, perguntou-se aos jovens se, de posse de mais informações sobre o tema, eles adotariam novos hábitos em suas vidas. O cenário aferido foi positivo, com 40% dos entrevistados afirmando que gostariam de ter mais informações e que acreditam que isto contribuiria para que adotassem práticas sustentáveis. Na opinião de 78% dos jovens, as pessoas em geral mudariam de comportamento se estivessem mais informadas sobre os danos ambientais causados pelas mudanças climáticas. Os jovens também concordaram com as afirmações de que “as pessoas deveriam ser mais conscientes sobre o meio ambiente” (45%) e “as pessoas deveriam espalhar informações sobre este tema” (35%).
Mais informações no site do Instituto Akatu.