10/12/2009 - Passo rumo à carbonização

Na web, a cobertura de Copenhague está meio muchocha. Não anda ganhando nenhum destaque. Tuvalu já sumiu dos radares brasileiro e anglo-saxão.

A entrevista do Stern, representante americano, ainda tem alguma repercussão. Mas a grande notícia que todos esperam, um acordo, vai ficando distante e a imprensa parece estar de saco meio cheio com a lentidão do processo. O que não quer dizer que Copenhague não produza notícia. Seo não é sobre um acordo propriamente dito.

O Environmental Capital, blog ambiental do The Wall Street Journal, conta, por exemplo, que Lisa Jackson teve recepção apoteótica nesta quarta-feira em Copenhague. E quem é Lisa Jackson? A chefe da EPA, agência ambiental federal dos Estados Unidos, que há 2 dias assinou uma reclassificação radical do Co2. Ele passou a ser considerado um veneno para a saúde humana. A decisão abre a possibilidade de o utivo obrigar setores da economia a investir na redução de emissões. Se Obama vai usar o instrumento é outra história. Mas Lisa fez por merecer os aplausos.

O The New York Times, lá embaixo da sua capa, tem reportagem chamando atenção para a reunião da União Europé amanhã. Mostra um continente que é meio que um microcosmo do mundo, dividido entre ricos e pobres. Dá pinta que o resultado do encontro será uma zêbra.

Nos portais brasileiros, o UOL dizia no início da madrugada que tem um acordo sendo cozinhado. Seria a prorrogação do tratado de Kyoto. Mas a notícia enfraquece no título onde o acordo é qualificado como esboço. E tem base numa proposta da Dinamarca, que anda meio sem credibilidade depois da sua lambança de ontem.

O Ig saiu pela entrevista do Sergio Figueiredo, nosso negociador. Puxa pela sua garantia de que não há divisões no G77. Duro de acreditar.

No Terra, foi difícil a Copenhague. No Globo.com, idem. Não estava na capa. Mas na manchete, eles e os outros portais traziam uma informação relevantíssima para o ambiente. A Câmara aprovou a nova partilha dos royalties do pré-sal. Ficou jogo para empate. Os produtores não perderam e os outros estados ganharam. A conta ficou para a união. Ninguém gostou, parece. Pelo menos no Congresso. O projeto foi aprovado com o plenário esvaziado, por voto de liderança e o Brasil deu mais um passo para emitir até 1, 3 toneladas de carbono no ar por ano se explorar todo o petróleo que existe sob o pré-sal.
Greenpeace

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