14/12/2009 - Para quem não se lembra do que aconteceu na COP
A COP é tão bizantina que às vezes fica difícil lembrar exatamente o que aconteceu na sua primeira semana de trabalhos em Copenhague.
Não muito. Mas o que aconteceu foi relevante. Portanto, não custa recordar de onde a Convenção do Clima veio e para onde ela vai nessa reta final. Primeiro, vamos no ‘vai’.
Copenhague, que até então era o paraíso de negociadores e observadores, está recebendo gente com maior poder de decisão para encaminhar as discussões. Começaram a chegar os ministros. Do Brasil, vieram dois, Carlos Minc e Dilma Roussef. Em 48 horas desembarcam os caras que decidem: os chefes de Estado. Aí, a conversa, para o bem ou para o mal, fica mais séria. As discussões se encerram na sexta.
Os ministros estão desembarcando numa Convenção que, como as COPs que a precederam, parece encroada, sem conseguir mais uma vez definir quem paga e quem reduz. Na terça passada, quando a Dinamarca apresentou algo que, coisa de diplomata, se chama de não proposta, o assunto foi discutidíssimo. Mas deu em nada. A União Européia não conseguiu tirar na sexta-feira uma posição unânime sobre suas reduções de emissão. Alguns países dizem que vão a 30% até 2020. A Polônia não vai. A França torceu o nariz.
Mas o grande momento da COP na sua primeira semana foi de Tuvalu. Pequenino como um camundongo e ameaçado de submergir no mar por causa do efeito-estufa, Tuvalu rugiu na quarta-feira e bloqueou os trabalhos da COP, exigindo que a Convenção se obrigue a fe um acordo com metas de redução de emissões e dinheiro para financiar um programa global de resistência às mudanças climáticas.
A partir de hoje, novas emoções.
Fonte: Greenpeace Blog